Juro baixo! Dá para ganhar dinheiro?

Publicado em 29 de outubro de 2018.

Jair Bolsonaro foi eleito como Presidente da República, assumindo o cargo em 1o de janeiro de 2019. Dentre suas bandeiras de campanha para o lado econômico, estão uma linha mais liberal no papel do estado na economia e a busca por reformas fiscais para alterar a trajetória da dívida pública. Caso isso seja realizado, a tendência é que as taxas de juros no Brasil, que atualmente estão no menor patamar da história, se mantenham baixas. E isso pode prejudicar uma parte importante dos seus investimentos, caso não seja feita uma análise criteriosa de onde seu dinheiro está.

 

Os fundos DI são alternativas interessantes para investidores de perfil conservador, que não querem correr o risco de suas aplicações terem variações negativas. Elas entram no mesmo grupo dos CDBs com liquidez diária, Tesouro Selic e poupança: em termos nominais, sempre tem rendimento positivo e são utilizados para o colchão de liquidez.

 

Em termos gerais, os fundos DI são compostos de títulos públicos pós-fixados (também conhecidos como Tesouro Selic), e em troca, os gestores e administradores cobram uma taxa. Esses fundos seguem a variação da Selic. Porém, dependendo dessa taxa, vale a pena buscar alternativas melhores, com mesmo risco.

 

Nos grandes bancos, existem diversos fundos que seguem essa regra, mas tem diferentes taxas de administração, de acordo com o aporte inicial. Em tempos de Selic baixa, a taxa de administração tem um impacto significativo sobre a rentabilidade. Afinal, 1% de taxa de administração em tempos de Selic a 14% representa cerca de 7% do rendimento (1/14), enquanto a 6,5%, representa cerca de 15%.

 

Você pode utilizar essa proporção entre a taxa de administração e a Selic para estimar o retorno do fundo em cada momento. Em épocas de juros altos, como 2016, o fundo rendia mais, em % do CDI, do que hoje. A tendência é que o retorno siga a regra descrita acima. Ou seja, se você tem um fundo de 1% de taxa de administração, ele estará rendendo por volta de 85% do CDI.

 

Em corretoras independentes e bancos de investimento, é possível encontrar fundos DI com taxa de administração muito baixa (0,2%). Por isso, a importância de se buscar alternativas para investir seu dinheiro de forma mais eficiente. Além disso, para o Tesouro Selic, a taxa de custódia cobrada pela CBLC é de 0,3%. Numa corretora que não cobra taxa de custódia para Tesouro Direto (existem varias por aí), a taxa total também fica bem competitiva.

Pesquise quanto você está pagando no seu fundo de banco. Isso é disponibilizado no site da CVM ou na lâmina de informações do fundo, no site do banco. Lembrando que os fundos de investimentos sofrem tributação pelo sistema come-cotas, o que no longo prazo, pode ser prejudicial.

 

Sucesso a todos!

 
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Abraços

 
Equipe DINHEIRO NOVO

 

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